24 de agosto de 2012

Eu, e nada mais



As pessoas sempre acham que estão certas e que tem a fórmula para tudo, mas quer saber, se enganam.
Muitos ao meu redor acham que viver a vida de verdade é ir pra balada nos fins de semana, beber horrores e sair pegando um monte por aí. Desculpe se te decepciono ao não me encaixar nessa fórmula, para mim viver vai bem além, não é por que sou jovem, tenho a idade que tenho, que devo fazer isso tudo, “Quando você for mais velha vai se arrepender de não ter feito tudo isso.” Me dizem, quer saber: não vou não. Arrependeria-me se fizesse algo que não tem nada a ver comigo, como isso, eu gosto mesmo é das tardes na varanda, lendo um livro, ouvindo um Jazz, Blues, Clássica, MPB e outras músicas assim, tomando um suco gelado, ou um chocolate quente, eu gosto de sair om os amigos de vez em quando, dar risada, falar besteiras, mas gosto de andar sozinha, sem saber para onde ir e no fim da caminhada encontrar um pôr-do-sol de tirar o fôlego, eu adoro beijar na boca, abraços, amaços, amo o calor de um corpo junto ao meu, desde que haja afinidade, de que haja sentimento, ainda que seja apenas o de carinho, não sou fã das longas noites de caça, cada semana com um sabor diferente, um perfume, eu quero o tempo que faz o perfume dela fazer parte do meu dia-a-dia, eu quero o sabor dos lábios dela, me fazendo sentir falta dos beijos, abraços apertados, por vezes protetores quem sabe, os que duram apenas uns dias, eu deixo para quem gosta disso.
Não fomos todos feitos numa forma padrão, o que me faz bem,pode ser completamente entediante para você e vice e versa, não vou ser quem querem que eu seja, por que acham que assim seria melhor, que esse é o certo, o certo é o que me faz bem, me faz ser eu. Não vou mudar em mim, nada que diga quem sou, por que no final, não poderão dizer que não sou quem demonstro ser, se for gostar de mim, será tal qual como sou, calada, brincalhona, sensível, caseira, mas que adora uma farra com os amigos mais próximos. Não vou negar quem sou, por capricho dos que acham que tem a fórmula da “boa” vida. 

Suelle da Silva Oliveira

17 de agosto de 2012

Medo de amar

Eu sempre acreditei no amor, até mesmo quando ele se fazia tão ausente ante meus olhos, e de tanto acreditar joguei-me de corpo e alma em cada amor que tive em minha curta vida, e de tanto me entregar, de tanto acreditar e de tanto sofrer, hoje me resta apenas um grande medo de amar, mas principalmente medo de amada ser.
Eu que sempre acreditei no amor, hoje me afasto dele, de inúmeras maneiras e isso me dói a alma e até mesmo o corpo, mas há em mim um sentimento confuso sobre a vida, sobre paixão , sobre tudo o amor, um sentimento que me impede de entregar-me, que me faz crer que já não posso mais.

"Alguém me dê um coraçao
Que esse já não bate e nem apanha..."