1 de janeiro de 2016

Desculpa, mas eu já vou...

Desculpa se não pude te esperar decidir a tua vida, se tive que decidir a minha e cabia a mim te afastar do meu coração. Eu sei, vai doer, vai dar saudade, vou sentir falta do teu abraço, do calor do teu corpo, dos beijos roubados, das cubas, dos beijos na testa quando querias me acalmar, de como me protegia até quando não precisava, pra ser bem sincera vou sentir falta até do seu ciúme e claro, do sexo que fazíamos, mas sabe de uma coisa, eu tava sentindo mais falta da minha paz.

Você quem fica entre a loucura e liberdade e me deixa entre a tua loucura e um abismo, pois bem, eu tenho balões de amor próprio que me salvam do abismo e me levam pra longe de você, desculpa mas estou fazendo as malas e te deixando com suas neuras, não nasci para ser a outra, gosto de amor assumido e não sumido, não parece mas gosto que se importe, que me ligue quando eu não estiver bem, ou me ligue só para saber se estou bem, não adianta estar 100% comigo quando presente e me esquecer no instante em que me dá as costas, não vou te pressionar, não vou mais chorar na tua frente e sinceramente depois de ontem nem hei mais de chorar por ti. Cansei do "precisamos conversar", de passar as noites sozinha quando queria estar contigo, de dar de cara com a sua outra realidade que não me cabe, da sua indecisão, do seu comodismo, de esperar migalhas que virão... Cansei do seu mau-me-quer.

Do fundo do meu coração e com todo amor que tenho por ti, espero que te encontres, que sejas feliz, que tua teimosia não te afogue. Vou encontrar a minha paz, aquela que você tirou de mim sem querer, na verdade me tirou dela, ela seguiu viagem e eu fiz uma parada forçada em você.