31 de março de 2011

Casamento

No momento tudo é frágil e manter a máscara, o teatro se torna difícil.
Talvez só agora, depois de anos eu realmente tenha entendido que é o fim. O recomeço dela foi rápido, o meu foi lento, doloroso, talvez seja sempre assim o primeiro recomeço.
Ela vai se casar, não sei se considero como respeito ou ousadia me chamar para o evento, mas é doloroso ler aquelas tão belas letras que por vezes me deixaram cartas de amor.
É doloroso ser uma ostra também.
Ela me fugiu, como areia entre os dedos. Eu a queria, a amava, só "deus" sabe o quanto eu tive de penar para com ela estar, e agora, nada importa e aquela torturante dor de anos ainda me incomoda, justo eu, que pensei já ter aprendido a lição, a unica coisa que aprendi, fora a não amar. O amor machuca, desgasta...
Mas eu sinto falta dela em cada minuto de minha vida e é isso que me dói, sentir falta de algo que não sinto mais e sequer sei se algum dia sentirei de novo.

27 de março de 2011

Máscara

Ela se encontrava cansada, mais uma vez. A maquiagem impecável, o sorriso constante, os olhos atentos, os comprimentos, beijos e abraços, contrastavam com seu interior. El sentia-se só, muito só.
Era como encenar por uma vida inteira, e agora, ela não se sabe como parar. Não e tristeza que a atormenta, pelo menos não é só isso, é algo mais, algo maior, mais pesado, mais dilacerante, mais difícil de se entender, nem ela sabe o que é, mas é algo que a deixa destroçada por dentro.
Sentada em um canto, como que à observar a movimentação, a mente divagueia por entre turbilhões dentro de si. Ela queria saber ser feliz, por completo, ela queria poder ser alguém comum, sem sentir-se só. Uma lágrima ousa querer escorrer, gerada pela tempestade dentro dela, mas as mãos ágeis apressam-se em interrompê-la, interromper o pranto, interromper aquela tempestade e mais uma vez volta para onde deveria estar, a sorrir, brincar, e ignorar todos os sentimentos que lhe faz sentir-se infeliz.

“Queriaser tão feliz, quanto demonstro ser.” 

23 de março de 2011

Te dedico

Loucos os momentos que guardo na memória
Uma caixa repleta de lembranças sagradas
Como fotos, mas com vida
Iniciamos essa jornada e a tanto tempo
Amizade essa que me enche de alegria e paz
Nunca esqueça que te amo, meu amigo.


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Dedicada à quem será sempre amigo, e que mora em meu coração!
Feliz aniversário adiantado amor!


You n' Me ♥ Cause I Love U ♥ 

♪ Menino faceiro que tanto amo ♪

22 de março de 2011

A nova "queridinha" das passarelas

Como muitos já puderam constatar, Lindsey Wixson, de apenas 16 anos é a nova queridinha das passarelas... e fazia tempo que eu não via o mundo da moda tão empolgado com alguma modelo.

Há algum tempo Lindsey vem se destacando no mundo da moda, talvez seja essa ambiguidade dela, um ar inocente e arrojado, sexy e elegante, menina e mulher.

Em entrevista para o Fashions Television (exibido no canal GNT, dia 22/03/2011 as 13h), Lindsey fala como foi se tornar um dos assuntos principais do mundo da moda, muito simpática diz como foi descoberta. Após publicar um vídeo seu em um site, foi descoberta pelo fotógrafo Steven Meisel, Lindsey já tentára ser modelo, mais sempre era frustrada em suas tentativas, por considerarem-na baixa e sem um perfil para uma top model. Mas Meisel descobriu o que viria a ser a nova top model mais comentada do momento. Lindsey diz que foi uma mudança da noite para o dia, literalmente, num dia estava em sua casa, "tentando ser" modelo, no outro estava desfilando para Versace, Prada, Miu Miu, John Galliano e outras Maisons reconhecidissimas no mundo fashion.


Na exposição I Remain, You Desire,  da fotógrafa Gabrielle Revere, Lidsey posa como tema. Gabrielle diz que há muito tempo não via no mundo da moda alguém como Lindsey, Vintage mas moderna, que parece a ilustração de alguma ideia que tomou forma.

É Lindsey tá com tudo hem! E essa boca ...?

21 de março de 2011

Menos

"Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. 
Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. 
Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? 
Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero."


por Tati Benardi

16 de março de 2011

Eu em mim

Sou a virgem que teve um filho antes da hora
A mãe que não sabe o que é amar
Sou a cientista que crê no milagre
Sou o terrorista que salvou uma criança
Sou a pessoa fria que ama a todos incondicionalmente
Sou o sorriso que esconde as lágrimas
Sou acima de tudo a mentira que esconde verdades.

Sobre mim...

Mão há nada que eu diga que me defina,
Palavras sobre mim, são apenas palavras.
Não se conhece pessoas pela sua auto-descrição,
Mas sim pela convivência.

13 de março de 2011

Descomunhão

Meus olhos ardem por lágrimas que não se libertam.
O peso de sentir-se fora de órbita é imensamente aterrorizante, esmagadora...
Talvez não fosse tão ruim se não desse a importância que dou, mas a saudade aperta, e quando se passa mais de ½ hora com o ser saudoso, retorna então o sentimento de deslocamento que te atormentava.


Ela se sentia bem só, ainda que com saudade de entes tão queridos, mas ao menos de longe, ela não se sentia tão fora do seu mundo. Quando todos se unem, primeiro a felicidade do reencontro, depois a sensação de não pertencer, de não se encaixar, não fazer parte.
A distância, a falta de contato, de visitas, enfim a ausência, nunca se deu por falta de amor, de carinho ou preocupação, jamais, ela os amava, os ama e disso sempre tivera certeza, a ausência ano após ano, se dava por nunca se sentir “em casa” entre tantos conhecidos amados mas que de alguma forma a faziam sentir  um “peixe fora d’água”.
Ela orava, dia e noite, pela felicidade de cada um, para que nunca se esquecessem dela, para que nunca perdessem aquela união, aquele laço do qual ela nunca foi parte, mas que apreciava de longe, com grande alegria... Em contrapartida com grande tristeza por não saber o que era aquele sentimento de sentir-se “em casa”.
Ela orará cada dia de sua vida, para que esse laço nunca se quebre, para que perpetue durante todas as gerações, ela orará inda que na ausência... ela orará.

10 de março de 2011

Sabe qual é o meu problema?

É acreditar sempre nas pessoas, é não saber dizer não quando é preciso. 
É sempre perdoar as pessoas que me machucam. 
É sorrir quando estou triste por dentro, é chorar por pessoas que não merecem e amar quem não merecia ser amado. 
É sempre dar uma segunda chance, para alguém que não merecia nem a primeira. 
É tentar ser a melhor pessoa do mundo, é tentar ajudar a todos ao mesmo tempo, e esquecer de mim mesmo. 
Meu problema está nas menores coisas possíveis, mas que sempre me machucam muito, e parece que eu nunca aprendo.

Autora : Mariana Caballero



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Texto retirado da comunidade "Sabe qual é o meu problema?"
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=109452255

5 de março de 2011

BIG BROTHER BRASIL

Antes de ir-me para MG, decido postar este texto de Luiz Fernando Veríssimo, que recebi de uma amiga, e fala a mais pura verdade, e como diz no final, não é revolta, mas sim vergonha!
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 BIG BROTHER BRASIL  
(Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.

3 de março de 2011

Vício

Genteee, já foram viciados em algo (sexo não vale)?
Pois é, acho que eu estou me viciando em algo, sério... Vou ter de frequentar o JA (Jogadores Anônimos).
Sabe aqueles benditos jogos de Facebook? Pois é, entrei em um e não consigo sair mais, passei o dia todo jogando, dá pra acreditar!?

Enfim, é terrível, mas vou sobreviver (você também Ry!).

Beijos!

2 de março de 2011

Polina Semionova

Ainda no clima de Black Swan (que até pouco tempo estava nos cinemas e que, diga-se de passagem foi um filme maravilhoso) estive assistindo o vídeo de Polina Semionova em Black Swan e qual foi minha surpresa em achar esse vídeo dela com o Igor Zelensky, e que eu adoro. Não resisti e tive de colocá-lo por aqui, ela está tão linda com essa carinha de menina apaixonada.

Antes que se vá

E antes que tudo seja dito,
Apenas sinta o que as palavras não ousam explicar.
Antes que a paz seja quebrada,
Sinta o vento que acaricia o rosto.
Sem que se quebre a delicadeza,
Deite-se com o toque.
Antes que tudo se torne real,
Sonhe!