Oi peste, eu só queria dizer que estou seguindo em frente, que a saudade já não dói tanto mas ainda ouço Mesmo Sozinho do Nando pensando em você, queria explicar que você não deixou de ser importante, nunca deixará, só não é mais prioridade e não me fere mais apesar de concordar que só distante posso assegurar isso, queria dizer que sempre peço ao universo que você seja muito feliz e que a vida não lhe seja tão dura, ou que seja se isso lhe trouxer mais satisfação no futuro afinal espinhos são necessários para que hajam lindas flores.
Princesa, talvez essa seja minha última menção a você, talvez a última vez que lhe chame de princesa, ainda que nessas páginas sem vida em que escrevo, a verdade é que não digo com certeza isso pois não sei o que será do meu futuro ou do seu, mas sei que no meu futuro mais próximo não cabe você ou os espinhos que me deste. Pequena não me leve a mal, por favor, apenas te quero bem, todo amor que não pude lhe dar e muita paz; agora Nando me diz que "passou alguém perfumado e quase pude te ver", eu o entendo perfeitamente, mas quer saber quero deixar novos perfumes me encantarem, ainda que demore, ainda que outros perfumes não me agradem, me encanta a ideia de um novo começo. Nem sei se faço muito sentido nessas linhas, mas deixei de me importar com o sentido das coisas quando dissemos adeus e só reparei nisso nesse fim de semana, aquele conhaque falou muito sem nada dizer.
Bom, é isso peste, espero que se cuide, que se ame, que viva, que rias, que ame e deixe o amor florescer na tua vida, que se deixe ser amada, vou continuar meu caminho, te deixo nessa estação, como um quadro lindo e único que passou por mim e marcou-me alma mas não é o que me faz sentir "em casa".
Bela, te amei e te deixo amar para voltar a amar, ame pois a vida passa rápido de mais e quando ver já podes ter desperdiçado todo o amor em orações inúteis sem ações.
Com carinho, seu passado.