
28 de janeiro de 2014
Minha natureza livre me impede de amar uma única pessoa, amo todos e cada um de maneira única, não espero que alguém entenda essa minha poligamia, até hoje não entendo como alguém pode amar algo inanimado, como esperar que entendam que eu amo os seres humanos, além da aparência, das escolhas, da religião, da história, da condição sexual, do gênero, amo por amar, um amor livre e sem nós.

15 de janeiro de 2014
Confissões de travesseiro I
Eu queria falar de sentimento, mas nunca fui boa com
palavras, também nunca soube sentir muito bem, sempre fui meio confusa, nunca
bati muito bem do coração. Lembro de a vida toda sentir o amor em mim, querendo
transbordar, como se fosse muito, mas nunca amei, essa é a minha única certeza,
não sei se é frio, se é humano, mas meu bom amigo, pode acreditar, se não amei não
foi por não me doar, na verdade doei-me de mais, mas é difícil doar um coração
quieto, tímido e calado, eles costumam não ser compreendidos, ou compreendidos
ao contrário e logo rejeitados.
Sabe meu pequeno grande amigo, vou te contar um segredo, eu sempre esperei um amor de contos de fada, não com o piegas cavalo branco e as princesas, mas o sentimento e a magia daquele amor que se doa e acolhe sem restrições.
Sabe meu pequeno grande amigo, vou te contar um segredo, eu sempre esperei um amor de contos de fada, não com o piegas cavalo branco e as princesas, mas o sentimento e a magia daquele amor que se doa e acolhe sem restrições.
Ai de mim que sempre suspirei sonhos e amores.
Uma vida sem amor, não é vida, é apenas uma existência,
vazia e insípida.
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