15 de janeiro de 2014

Confissões de travesseiro I

Eu queria falar de sentimento, mas nunca fui boa com palavras, também nunca soube sentir muito bem, sempre fui meio confusa, nunca bati muito bem do coração. Lembro de a vida toda sentir o amor em mim, querendo transbordar, como se fosse muito, mas nunca amei, essa é a minha única certeza, não sei se é frio, se é humano, mas meu bom amigo, pode acreditar, se não amei não foi por não me doar, na verdade doei-me de mais, mas é difícil doar um coração quieto, tímido e calado, eles costumam não ser compreendidos, ou compreendidos ao contrário e logo rejeitados.
Sabe meu pequeno grande amigo, vou te contar um segredo, eu sempre esperei um amor de contos de fada, não com o piegas cavalo branco e as princesas, mas o sentimento e a magia daquele amor que se doa e acolhe sem restrições.

Ai de mim que sempre suspirei sonhos e amores.


Uma vida sem amor, não é vida, é apenas uma existência, vazia e insípida.


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