Acordei com uma vontade imensa de ir ao banheiro, parecia que havia bebido litros de água, fiz minhas “tarefas” atinais, tomei banho, me arrumei, tomei café, que por um a caso não me caiu bem, o dia transcorria normalmente, exceto pelo fato de que fui ao banheiro um pouco mais que o normal, nos últimos dias isso vinha ocorrendo bastante. Algumas semanas depois tive a impressão de que minhas blusinhas mais justas estavam justas de mais, mais que o normal, e não podia ver leite na minha frente que passava mal, Ricardo e Fabiano, que eram amigos de trabalho começaram a ficar preocupados e me fizeram ir ao médico, acabei indo sem nem hesitar.
Assim que cheguei fui atendida pelo Dr. Julio, que ale de médico era um bom amigo. Conversamos sobre o que estava acontecendo, ele me olhou com uma cara estranha e solicitou uma ultrassonografia que foi feita na hora mesmo, por ele e onde foi constatado que estava grávida, me apavorei.
Flaviany: Impossível eu estar grávida Dr.!
Dr. Julio: Pois é querida, parabéns, estás de uns 2 meses no máximo!
Flaviany: Parabéns? Grávida? Não, eu não estou grávida, afinal, estaria grávida de quem, do espírito santo?
Dr. Julio: Flá, seu senso de humor é contagiante – Já falava ele tirando uma com a minha cara –
Flaviany: Julio, para de graça caramba, o assunto é sério droga, você sabe muito bem que é humanamente impossível eu estar grávida. Olá sou lésbica e não vou pra cama com alguém desde que terminei com a Taís!
Dr. Julio: Ta, calma amiga, vamos fazer uns exames mais, pra ter 100% de certeza, mas é quase certo que tu estejas grávida!
Juro que fiquei apavorada com a notícia, eu? Grávida? Impossível, só se for realmente do espírito santo, ta havia ido pra cama com um carinha neste meio tempo, há uns 2 meses, ele me dopou e eu fui quase que desmaiada pra cama, só lembro de ter acordado no outro dia com uma baita dor de cabeça, nua e... sentindo-me extremamente mal.
Mas eu não podia estar grávida, não deste modo, não de alguém que nem sabia quem era, não, definitivamente não podia estar grávida!
Julio é meu amigo desde que me conheço por gente, se formou há 3 anos em ginecologia e obstetrícia, é um amor de pessoa, mas por vezes palhaço de mais, é casado há mais de 2 anos com Douglas.
Fiz os exames que Julio havia me pedido o mais rápido possível.
Na segunda feira voltei ao consultório e lá estava ele me olhando com cara de mistério:
Dr. Julio: Então, trouxe os exames que pedi?
Flá: Claro, aqui...
Dr.: ...
Flá: Então, suas suspeitas estavam erradas não é? ... Julio, fala logo, ta me deixando nervosa!
Dr.: Então, seus exames deram positivo, tudo indica que vocês está grávida querida.
Depois de muito falar, voltei para casa perplexa, e tentando ignorar o fato de estar grávida de um desconhecido, e esse filho ter sido feito de maneira “suja”, mas é impossível ignorar um fato destes.
Quase dois meses depois de toda essa loucura e eu já estava com uma barriga de pelo menos uns 4 meses e durante esse dois meses eu praticamente não saia de casa. Ricardo, Fabiano e Julio estavam preocupados.
Dr. Julio: Pois é querida, parabéns, estás de uns 2 meses no máximo!
Flaviany: Parabéns? Grávida? Não, eu não estou grávida, afinal, estaria grávida de quem, do espírito santo?
Dr. Julio: Flá, seu senso de humor é contagiante – Já falava ele tirando uma com a minha cara –
Flaviany: Julio, para de graça caramba, o assunto é sério droga, você sabe muito bem que é humanamente impossível eu estar grávida. Olá sou lésbica e não vou pra cama com alguém desde que terminei com a Taís!
Dr. Julio: Ta, calma amiga, vamos fazer uns exames mais, pra ter 100% de certeza, mas é quase certo que tu estejas grávida!
Juro que fiquei apavorada com a notícia, eu? Grávida? Impossível, só se for realmente do espírito santo, ta havia ido pra cama com um carinha neste meio tempo, há uns 2 meses, ele me dopou e eu fui quase que desmaiada pra cama, só lembro de ter acordado no outro dia com uma baita dor de cabeça, nua e... sentindo-me extremamente mal.
Mas eu não podia estar grávida, não deste modo, não de alguém que nem sabia quem era, não, definitivamente não podia estar grávida!
Julio é meu amigo desde que me conheço por gente, se formou há 3 anos em ginecologia e obstetrícia, é um amor de pessoa, mas por vezes palhaço de mais, é casado há mais de 2 anos com Douglas.
Fiz os exames que Julio havia me pedido o mais rápido possível.
Na segunda feira voltei ao consultório e lá estava ele me olhando com cara de mistério:
Dr. Julio: Então, trouxe os exames que pedi?
Flá: Claro, aqui...
Dr.: ...
Flá: Então, suas suspeitas estavam erradas não é? ... Julio, fala logo, ta me deixando nervosa!
Dr.: Então, seus exames deram positivo, tudo indica que vocês está grávida querida.
Depois de muito falar, voltei para casa perplexa, e tentando ignorar o fato de estar grávida de um desconhecido, e esse filho ter sido feito de maneira “suja”, mas é impossível ignorar um fato destes.
Quase dois meses depois de toda essa loucura e eu já estava com uma barriga de pelo menos uns 4 meses e durante esse dois meses eu praticamente não saia de casa. Ricardo, Fabiano e Julio estavam preocupados.
Certo dia, Ricardo convenceu-me de ir ao Shopping com ele, queria tirar-me de casa e me distrair. Muitas pessoas, os vendedores, gerentes e etc, que me conheciam de vista pelas várias comprar que sempre fazia nesse Shopping me olhavam de boca aberta, me senti até um ser de outro mundo.
Flá: Que tanto esse povo olha hem?
Rick: Mona, querida, faz uns 5 meses que esse povo não te via no shopping, o mundo todo sabe da sua “preferência” e agora tu aparece aqui com esse barrigão, quer o quê?
Flá: Ta, já entendi, sou uma aberração, tá ok!
Rick: Não coloque palavras na minha boca! Eu não disse isso, é só que pra esse bando de curiosos é estranho você aparecer do nada e grávida, sendo que você vivia sempre com uma mulher diferente pendurada no braço.
Flá: srsr... tá, vamos comprar uns sapatos sim, quem sabe me animo um pouco!
Chegamos à minha loja predileta, conhecia a todos ali, e por isso talvez, tenha causado tanto espanto, todos vieram e perguntaram sobre o bebê, de quantos meses estava e coisa e tal, dei uma desconversada e fui ver meus tão amados sapatos. Nunca me dei com a gerente daquela loja, há alguns anos atrás era apaixonada por ela, até levar um fora que nunca vou me esquecer, apesar dela ficar sempre me olhando quando ia lá, sentia que ela tinha medo de se envolver. Neste dia não foi diferente, mas ela me olhava com espanto e admiração ao mesmo tempo, o espanto eu já até imagino o por quê, mas a admiração me era novo naquele olhar que eu tanto amava.
Comprei as coisas e fiquei um bom tempo ali conversando com alguns funcionários e com Samantha que era a dona da loja e minha amiga.
Flá: Sam, o que deu na Alexandra que não para de me olhar?
Sam: Não sei amiga, ela ta estranha desde que você entrou aqui!
Rick: Pois é, também reparei, ta te olhando muito, mais que o normal!
Flá: Ela vem vindo, vamos Rick, não quero escutar desaforo dela!
Sam: Nem pensar! Vocês ficam! Ela que se atreva a tratar-te mau meu anjo!
Flá: Sério Sam, vou indo, to...
Alexandra: Samantha o Felipe quer falar contigo!
Sam:Oi Alexandra, já vou falar com ele. Bom, acho que você já conhece a Flaviany e o Ricardo não é?
Alex: Sim conheço, olá, tudo bem?
Rick: Sim e você?
Alex: Bem obrigada!
Sam: Alexandra fique aqui com eles um minuto sim, vou ver o que o Felipe quer!
E Sam saiu deixando-nos acompanhados de Alexandra, sua presença de fato me perturbava e Rick tinha conhecimento disso. Durante um tempo um silêncio predominou até eu sentir uma dor torturante na barriga. Encostei-me em Ricardo apertando-lhe o braço e quase chorando de dor, automaticamente Alexandra segurou em meu braço e me sentou em um sofá atrás de nós. Ricardo foi pegar um copo d’água e avisar Sam para que ligasse para o Julio, enquanto isso Alexandra me fazia companhia, ficou atrás de mim para que me apoiasse em teu corpo, aos poucos a dor foi passando, minha respiração voltando ao normal e eu voltando à realidade, senti um par de olhos azuis olhando-me preocupadamente e logo tentei levantar-me dizendo que estava tudo bem, mas foi em vão, ao tentar levantar fiquei tonta a Alexandra segurou e fez-me sentar novamente, nisso Rick e Sam vinham em nossa direção, minha mão que estava até então entrelaçada nas mãos de Alexandra soltaram-na de imediato, ela percebendo a nossa aproximação recobrou seu ar indiferente e frio, mas eu podia ver em seus olhos a preocupação.
Depois desta cena voltei para casa e fiquei o resto da tarde com Ricardo. Julio foi em casa, ver como eu estava e marcamos uma consulta para o outro dia.
As dores não tinham nenhuma causa aparente, minha gravidez estava caminhando perfeitamente, pensei em abortar algumas vezes, contei o que aconteceu ao Julio, ele disse que se quisesse eu poderia abortar, mas sempre fui contra o aborto, se meu destino era ter aquela criança então que à tivesse, condições eu tinha para tê-la.
Flá: Que tanto esse povo olha hem?
Rick: Mona, querida, faz uns 5 meses que esse povo não te via no shopping, o mundo todo sabe da sua “preferência” e agora tu aparece aqui com esse barrigão, quer o quê?
Flá: Ta, já entendi, sou uma aberração, tá ok!
Rick: Não coloque palavras na minha boca! Eu não disse isso, é só que pra esse bando de curiosos é estranho você aparecer do nada e grávida, sendo que você vivia sempre com uma mulher diferente pendurada no braço.
Flá: srsr... tá, vamos comprar uns sapatos sim, quem sabe me animo um pouco!
Chegamos à minha loja predileta, conhecia a todos ali, e por isso talvez, tenha causado tanto espanto, todos vieram e perguntaram sobre o bebê, de quantos meses estava e coisa e tal, dei uma desconversada e fui ver meus tão amados sapatos. Nunca me dei com a gerente daquela loja, há alguns anos atrás era apaixonada por ela, até levar um fora que nunca vou me esquecer, apesar dela ficar sempre me olhando quando ia lá, sentia que ela tinha medo de se envolver. Neste dia não foi diferente, mas ela me olhava com espanto e admiração ao mesmo tempo, o espanto eu já até imagino o por quê, mas a admiração me era novo naquele olhar que eu tanto amava.
Comprei as coisas e fiquei um bom tempo ali conversando com alguns funcionários e com Samantha que era a dona da loja e minha amiga.
Flá: Sam, o que deu na Alexandra que não para de me olhar?
Sam: Não sei amiga, ela ta estranha desde que você entrou aqui!
Rick: Pois é, também reparei, ta te olhando muito, mais que o normal!
Flá: Ela vem vindo, vamos Rick, não quero escutar desaforo dela!
Sam: Nem pensar! Vocês ficam! Ela que se atreva a tratar-te mau meu anjo!
Flá: Sério Sam, vou indo, to...
Alexandra: Samantha o Felipe quer falar contigo!
Sam:Oi Alexandra, já vou falar com ele. Bom, acho que você já conhece a Flaviany e o Ricardo não é?
Alex: Sim conheço, olá, tudo bem?
Rick: Sim e você?
Alex: Bem obrigada!
Sam: Alexandra fique aqui com eles um minuto sim, vou ver o que o Felipe quer!
E Sam saiu deixando-nos acompanhados de Alexandra, sua presença de fato me perturbava e Rick tinha conhecimento disso. Durante um tempo um silêncio predominou até eu sentir uma dor torturante na barriga. Encostei-me em Ricardo apertando-lhe o braço e quase chorando de dor, automaticamente Alexandra segurou em meu braço e me sentou em um sofá atrás de nós. Ricardo foi pegar um copo d’água e avisar Sam para que ligasse para o Julio, enquanto isso Alexandra me fazia companhia, ficou atrás de mim para que me apoiasse em teu corpo, aos poucos a dor foi passando, minha respiração voltando ao normal e eu voltando à realidade, senti um par de olhos azuis olhando-me preocupadamente e logo tentei levantar-me dizendo que estava tudo bem, mas foi em vão, ao tentar levantar fiquei tonta a Alexandra segurou e fez-me sentar novamente, nisso Rick e Sam vinham em nossa direção, minha mão que estava até então entrelaçada nas mãos de Alexandra soltaram-na de imediato, ela percebendo a nossa aproximação recobrou seu ar indiferente e frio, mas eu podia ver em seus olhos a preocupação.
Depois desta cena voltei para casa e fiquei o resto da tarde com Ricardo. Julio foi em casa, ver como eu estava e marcamos uma consulta para o outro dia.
As dores não tinham nenhuma causa aparente, minha gravidez estava caminhando perfeitamente, pensei em abortar algumas vezes, contei o que aconteceu ao Julio, ele disse que se quisesse eu poderia abortar, mas sempre fui contra o aborto, se meu destino era ter aquela criança então que à tivesse, condições eu tinha para tê-la.
No meu aniversário os meninos resolveram fazer uma festinha simples, só com nossos amigos mais próximos, na verdade, uma grande bagunça na minha casa, eu já estava de 7 meses. Durante a tarde, Julio e eu fomos ao shopping, passamos na loja de Samantha, compramos alguns sapatos e ficamos um tempo de papo com a Sam. Houve uma hora em que Sam e Julio foram conversar e eu fiquei vendo algumas bolsas na vitrine, neste meio tempo não vi que alguém se aproximava de mim.
Alex: Oie.
Flá: Ah... Oi, tudo bem?
Alex: Hei calma, não precisa se assustar.... Tudo bem e você?
Flá: Bem obrigada... Desculpa, estava distraída.
Alex: Tudo bem... E o Bebê, como está?
Flá: Vai bem, agitado que só ele... srs – Sim, eu estava sem graça, não sei nem por que, mas o fato dela estar me tratando bem me deixou “balançada”, via que ela estava um tanto tímida no começo, mas logo começamos a conversar. –
Flá: Nossa, quer dizer que tens dois filhos?
Alex: Sim..srsr... deve me achar uma velha neh!
Flá: Lógico que não, tu és linda, nem parece que teve filhos, tem um corpo maravilhoso... – Ops, acho que não era para eu ter dito isso, caramba, eu e minha boca grande –
Alex: humm..obrigada
Flá: Que isso – Que lindinha ela toda sem graça –
Alex: Bom, eu vou lá.. Atender o cliente.
Flá: Claro, até mais!
Alex: Até!
Voltei a fitar a vitrine, mas estava com o pensamento naquela mulher, desde o dia que passei mau que ela me tratava de maneira diferente, mais educada, me arriscaria até a dizer que com mais atenção.
Sam: O que foi aquilo?
Flá: Puta que pariu Sam, que me fazer perder o filho?
Sam: Foi mau gatinha, mas o que tava rolando aqui hem? Vi você e a Alex no maior papo.
Julio: Verdade, pode ir contando tudo!
Flá: Gente, vamos parar, não é nada que suas cabecinhas podres estão pensando.
Rick:Ta bom! – pensa num tom de deboche que você odeie, pois é, esse “Ta bom” foi assim -
Finzinho de tarde e Rick, Fabi, Julio já estavam em casa terminando de arrumar algumas coisas para reunião e os convidados iam chegando aos poucos, minha surpresa foi ver Samantha e Douglas chegando acompanhados de ninguém mais ninguém menos que, Alexandra.
Minha surpresa foi tão grande que nem falei nada, só os vi entrando em casa e Sam puxando Alexandra pela mão:
Sam: Oie querida, você está bem? Está pálida, precisa descansar.
E a filha da puta ainda tira uma com a minha cara!
Flá: Ah, oi Sam, Douglas. Olá Alexandra! – Sim, eu estava um tanto quanto “perdida” ali –
Sam: Oie minha linda. Bom, espero que não se importe, mas tomei a liberdade de trazer Alexandra conosco.
Flá: Que isso amiga, Fique á vontade Alexandra. Bom pessoal, tem bebida na geladeira, qualquer coisa é só me chamar, vou ali falar com Julio.
Meu Deus!!! Eu quase tive uma parada cardíaca na frente daquela mulher, como pode ser tão linda assim?! E estava ali, na minha casa, no meu sofá, conversando com os meus amigos. Sei que é uma mega falta de educação o que fiz, que deveria ter mostrado a casa pra ela e etc., mas eu não podia ficar muito tempo perto daquela mulher.
Lá pelas 2h da madrugada um pessoal começou a ir embora, ficamos: Douglas e Julio, Samantha e Eduardo (namorado da Sam), Fabiano e Ricardo, Alexandra e Eu.
Samantha estava sentada no sofá maior e eu deitada com a cabeça apoiada em seu colo, Douglas e Julio estavam num puff no chão, abraçados, Edu e Alexandra estavam sentados no chão e recostados no sofá onde eu estava com a Sam, e Fabiano e Rick estavam num sofá de dois lugares.
Sam: Olha o bebê ta chutando!!
Flá: srrs... Pois é, ele sempre se agita um pouco por volta das 3h!
Julio: Chiiii... Já vi que alguém terá longas madrugadas em claro!..hihih
Flá: ahahha... Nem brinca, mas ele fica uma meia hora nessa agitação e logo volta a sossegar.
Douglas: Olha, se continuar assim, seja menino ou menina, será um bom jogador de futebol...ahUAHuha
Sam: Olha Alex, coloca a mão aqui!!
A Alex que até então me olhava de maneira acho que carinhosa, sim exatamente, estranho mas ultimamente ela estava tão mudada, passou a me olhar com dúvida, como quem pergunta se pode colocar a mão na minha barriga.
Flá: Vem cá, dá sua mão!
Peguei em sua mão e pousei-a no local onde o bebê chutava, sem perceber minha mão continuou sobre a sua, não percebi, mas intimamente sabia que todos na sala nos olhavam como que se não entendessem nada.
Sentia sua mão, macia e quente, a acariciar minha barriga, foram poucos minutos que para mim eram mágicos.
Sentia que ela estava abrindo espaço para que eu me aproximasse, vi que se eu quisesse alguma coisa, deveria agir.
Sam: Gatinha, deixa eu levantar, vou pegar algo pra beber?!!
Flá: Ahh Sam, deixa que os meninos pegam, ta tão bom o cafuné! –Falei de olhos fechados –
Sam: Não seja por isso. Alex senta aqui vai, continua mimando essa moça aqui, que vou pegar algo para nós!
Foi tudo rápido, minha amiga é uma trambiquera de primeira, levantou, puxou Alexandra, quando vi já estava com a cabeça no colo da Alexandra e Sam já estava na cozinha.
Senti Alexandra tensa logo que sentou, fiquei meio sem graça, claro, mas não perderia a oportunidade, como sempre fiz com a Sam, peguei em sua mão e pousei sobre minha cabeça, no começo senti um carinho tímido, como se tivesse medo do que fazia , para logo depois sentir seus dedos acariciando-me calmamente os cabelos e brincando com algumas mechinhas.
Fez-se um silêncio absurdo naquela sala, apenas se ouvia o som da música baixinha, estavam todos entretidos com seus respectivos namorados e eu me sentia no paraíso com aquele cafuné.
Estava cansada e não sei em que momento acabei pegando no sono, quando abri meus olhos senti um par de olhinhos azuis olhando-me com um brilho que me encantou, dei um sorriso tímido e ela acariciou meu rosto, pensei que estivesse sonhando, ninguém prestava atenção em nós duas, o que nos deixava de certa forma mais á vontades. Fechei os olhos para sentir e gravar aquele toque tão macio, tão gostoso e que esperei por tanto tempo, mas que no entanto já havia perdido as esperanças de senti-lo.
O encanto só foi quebrado quando o chato do Julio levantou de sopetão dizendo que iria embora. Nisso todos começaram a ir também, eu nunca fiz questão de levantar para eles irem, agora menos ainda. Mas quando Sam disse que ia embora e Alex disse que iria junto, me levantei para me despedir delas e fechar a porta, mas não sei, talvez tenha levantado rápido de mais e fiquei com tontura, se não fosse Alexandra com certeza iria “bonita” para o chão, as meninas ficaram mais uma meia hora, Sam insistia em ficar lá comigo, mas eu sabia que ela tinha compromisso logo cedo, e bom, já estava me sentindo bem, foi coisa passageira, foi quando para minha surpresa Alexandra se ofereceu para ficar, Sam se antecipou a minha resposta e começou a sair de casa, “Eu mato essa cachorra, Samantha Ávila você me paga sua tranqueira”.
Fiquei meio sem graça com a situação, mas já que ela estava ali, restava-me acomoda-la neh.
Flá: Hum... Desculpa o transtorno, na verdade a tranqueira da Sam não precisava ter feito todo esse drama, vê, já estou bem... rsrs
Alex: Que isso, eu fico, não tenho nem um compromisso para amanhã, sem problema.
Flá: E seus filhos?
Alex: Estão viajando com o pai, foram á uma chácara.
Flá: Ok... Vem, vou te mostrar o quarto de hospedes.
Mostrei o quarto, lhe emprestei uma roupa e disse que se quisesse poderia tomar um banho, e foi isso que ela fez.
Enquanto ela tomava banho, fui para a cozinha, peguei um suco na geladeira, fui para a sala e fiquei encostada na janela vendo que a noite já não era mais tão escura, não haviam mais estrelas no céu e principalmente pensando em tudo que havia acontecido hoje.
Estava perdida em meus pensamentos quando senti uma mão delicada em meu ombro, não ousei virar-me, sabia que era Alexandra, ela postou-se ao meu lado sem nada dizer, apenas olhava para a rua, como que tentando achar respostas.
Senti seus dedos entrelaçarem-se aos meus, olhei para nossas mãos para ter certeza de que meus sentidos não me enganavam, vi nossas mãos unidas, ela não se mexia, estava perdida em pensamentos lá fora.
Alex: Vem, você precisa descansar!
Não disse nada, apenas deixei que me guiasse para o meu quarto, eu já estava realmente cansada, deitei-me e ela sentou ao meu lado, seu comportamento era de fato estranho, mas não disse nada, não queria estragar aquele momento. Ela se sentou ao meu lado, me aproveitei da aproximação e encostei minha cabeça em suas pernas, ela me acariciava o cabelo calmamente. Acho que tínhamos medo de que o encanto se acabasse e num piscar de olhos tudo o que ali estava acontecendo se esvaísse e não passasse de um sonho, então nada dizíamos, nossos olhos e gestos falavam por nós.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando abri meus olhos, ela dormia recostada na cabeceira da cama, acordei-a apenas para fazê-la deitar direito na cama, ao meu lado, ela ameaçou levantar e ir para o quarto reservado á ela, mas segurei em sua mão olhando-a com um olhar pidonho, que dizia que á queria ali, ao meu lado, ela se deitou comigo, deitei minha cabeça em seu braço e assim dormimos, até umas 14h.
Acordei com seus braços me rodeando e uma de suas mãos sobre minha barriga, “Deus, como sonhei com isso tudo, e agora aqui estou eu, sem saber nem o que fazer. Vou levantar e preparar algo para comermos!"
Alex: Oie.
Flá: Ah... Oi, tudo bem?
Alex: Hei calma, não precisa se assustar.... Tudo bem e você?
Flá: Bem obrigada... Desculpa, estava distraída.
Alex: Tudo bem... E o Bebê, como está?
Flá: Vai bem, agitado que só ele... srs – Sim, eu estava sem graça, não sei nem por que, mas o fato dela estar me tratando bem me deixou “balançada”, via que ela estava um tanto tímida no começo, mas logo começamos a conversar. –
Flá: Nossa, quer dizer que tens dois filhos?
Alex: Sim..srsr... deve me achar uma velha neh!
Flá: Lógico que não, tu és linda, nem parece que teve filhos, tem um corpo maravilhoso... – Ops, acho que não era para eu ter dito isso, caramba, eu e minha boca grande –
Alex: humm..obrigada
Flá: Que isso – Que lindinha ela toda sem graça –
Alex: Bom, eu vou lá.. Atender o cliente.
Flá: Claro, até mais!
Alex: Até!
Voltei a fitar a vitrine, mas estava com o pensamento naquela mulher, desde o dia que passei mau que ela me tratava de maneira diferente, mais educada, me arriscaria até a dizer que com mais atenção.
Sam: O que foi aquilo?
Flá: Puta que pariu Sam, que me fazer perder o filho?
Sam: Foi mau gatinha, mas o que tava rolando aqui hem? Vi você e a Alex no maior papo.
Julio: Verdade, pode ir contando tudo!
Flá: Gente, vamos parar, não é nada que suas cabecinhas podres estão pensando.
Rick:Ta bom! – pensa num tom de deboche que você odeie, pois é, esse “Ta bom” foi assim -
Finzinho de tarde e Rick, Fabi, Julio já estavam em casa terminando de arrumar algumas coisas para reunião e os convidados iam chegando aos poucos, minha surpresa foi ver Samantha e Douglas chegando acompanhados de ninguém mais ninguém menos que, Alexandra.
Minha surpresa foi tão grande que nem falei nada, só os vi entrando em casa e Sam puxando Alexandra pela mão:
Sam: Oie querida, você está bem? Está pálida, precisa descansar.
E a filha da puta ainda tira uma com a minha cara!
Flá: Ah, oi Sam, Douglas. Olá Alexandra! – Sim, eu estava um tanto quanto “perdida” ali –
Sam: Oie minha linda. Bom, espero que não se importe, mas tomei a liberdade de trazer Alexandra conosco.
Flá: Que isso amiga, Fique á vontade Alexandra. Bom pessoal, tem bebida na geladeira, qualquer coisa é só me chamar, vou ali falar com Julio.
Meu Deus!!! Eu quase tive uma parada cardíaca na frente daquela mulher, como pode ser tão linda assim?! E estava ali, na minha casa, no meu sofá, conversando com os meus amigos. Sei que é uma mega falta de educação o que fiz, que deveria ter mostrado a casa pra ela e etc., mas eu não podia ficar muito tempo perto daquela mulher.
Lá pelas 2h da madrugada um pessoal começou a ir embora, ficamos: Douglas e Julio, Samantha e Eduardo (namorado da Sam), Fabiano e Ricardo, Alexandra e Eu.
Samantha estava sentada no sofá maior e eu deitada com a cabeça apoiada em seu colo, Douglas e Julio estavam num puff no chão, abraçados, Edu e Alexandra estavam sentados no chão e recostados no sofá onde eu estava com a Sam, e Fabiano e Rick estavam num sofá de dois lugares.
Sam: Olha o bebê ta chutando!!
Flá: srrs... Pois é, ele sempre se agita um pouco por volta das 3h!
Julio: Chiiii... Já vi que alguém terá longas madrugadas em claro!..hihih
Flá: ahahha... Nem brinca, mas ele fica uma meia hora nessa agitação e logo volta a sossegar.
Douglas: Olha, se continuar assim, seja menino ou menina, será um bom jogador de futebol...ahUAHuha
Sam: Olha Alex, coloca a mão aqui!!
A Alex que até então me olhava de maneira acho que carinhosa, sim exatamente, estranho mas ultimamente ela estava tão mudada, passou a me olhar com dúvida, como quem pergunta se pode colocar a mão na minha barriga.
Flá: Vem cá, dá sua mão!
Peguei em sua mão e pousei-a no local onde o bebê chutava, sem perceber minha mão continuou sobre a sua, não percebi, mas intimamente sabia que todos na sala nos olhavam como que se não entendessem nada.
Sentia sua mão, macia e quente, a acariciar minha barriga, foram poucos minutos que para mim eram mágicos.
Sentia que ela estava abrindo espaço para que eu me aproximasse, vi que se eu quisesse alguma coisa, deveria agir.
Sam: Gatinha, deixa eu levantar, vou pegar algo pra beber?!!
Flá: Ahh Sam, deixa que os meninos pegam, ta tão bom o cafuné! –Falei de olhos fechados –
Sam: Não seja por isso. Alex senta aqui vai, continua mimando essa moça aqui, que vou pegar algo para nós!
Foi tudo rápido, minha amiga é uma trambiquera de primeira, levantou, puxou Alexandra, quando vi já estava com a cabeça no colo da Alexandra e Sam já estava na cozinha.
Senti Alexandra tensa logo que sentou, fiquei meio sem graça, claro, mas não perderia a oportunidade, como sempre fiz com a Sam, peguei em sua mão e pousei sobre minha cabeça, no começo senti um carinho tímido, como se tivesse medo do que fazia , para logo depois sentir seus dedos acariciando-me calmamente os cabelos e brincando com algumas mechinhas.
Fez-se um silêncio absurdo naquela sala, apenas se ouvia o som da música baixinha, estavam todos entretidos com seus respectivos namorados e eu me sentia no paraíso com aquele cafuné.
Estava cansada e não sei em que momento acabei pegando no sono, quando abri meus olhos senti um par de olhinhos azuis olhando-me com um brilho que me encantou, dei um sorriso tímido e ela acariciou meu rosto, pensei que estivesse sonhando, ninguém prestava atenção em nós duas, o que nos deixava de certa forma mais á vontades. Fechei os olhos para sentir e gravar aquele toque tão macio, tão gostoso e que esperei por tanto tempo, mas que no entanto já havia perdido as esperanças de senti-lo.
O encanto só foi quebrado quando o chato do Julio levantou de sopetão dizendo que iria embora. Nisso todos começaram a ir também, eu nunca fiz questão de levantar para eles irem, agora menos ainda. Mas quando Sam disse que ia embora e Alex disse que iria junto, me levantei para me despedir delas e fechar a porta, mas não sei, talvez tenha levantado rápido de mais e fiquei com tontura, se não fosse Alexandra com certeza iria “bonita” para o chão, as meninas ficaram mais uma meia hora, Sam insistia em ficar lá comigo, mas eu sabia que ela tinha compromisso logo cedo, e bom, já estava me sentindo bem, foi coisa passageira, foi quando para minha surpresa Alexandra se ofereceu para ficar, Sam se antecipou a minha resposta e começou a sair de casa, “Eu mato essa cachorra, Samantha Ávila você me paga sua tranqueira”.
Fiquei meio sem graça com a situação, mas já que ela estava ali, restava-me acomoda-la neh.
Flá: Hum... Desculpa o transtorno, na verdade a tranqueira da Sam não precisava ter feito todo esse drama, vê, já estou bem... rsrs
Alex: Que isso, eu fico, não tenho nem um compromisso para amanhã, sem problema.
Flá: E seus filhos?
Alex: Estão viajando com o pai, foram á uma chácara.
Flá: Ok... Vem, vou te mostrar o quarto de hospedes.
Mostrei o quarto, lhe emprestei uma roupa e disse que se quisesse poderia tomar um banho, e foi isso que ela fez.
Enquanto ela tomava banho, fui para a cozinha, peguei um suco na geladeira, fui para a sala e fiquei encostada na janela vendo que a noite já não era mais tão escura, não haviam mais estrelas no céu e principalmente pensando em tudo que havia acontecido hoje.
Estava perdida em meus pensamentos quando senti uma mão delicada em meu ombro, não ousei virar-me, sabia que era Alexandra, ela postou-se ao meu lado sem nada dizer, apenas olhava para a rua, como que tentando achar respostas.
Senti seus dedos entrelaçarem-se aos meus, olhei para nossas mãos para ter certeza de que meus sentidos não me enganavam, vi nossas mãos unidas, ela não se mexia, estava perdida em pensamentos lá fora.
Alex: Vem, você precisa descansar!
Não disse nada, apenas deixei que me guiasse para o meu quarto, eu já estava realmente cansada, deitei-me e ela sentou ao meu lado, seu comportamento era de fato estranho, mas não disse nada, não queria estragar aquele momento. Ela se sentou ao meu lado, me aproveitei da aproximação e encostei minha cabeça em suas pernas, ela me acariciava o cabelo calmamente. Acho que tínhamos medo de que o encanto se acabasse e num piscar de olhos tudo o que ali estava acontecendo se esvaísse e não passasse de um sonho, então nada dizíamos, nossos olhos e gestos falavam por nós.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando abri meus olhos, ela dormia recostada na cabeceira da cama, acordei-a apenas para fazê-la deitar direito na cama, ao meu lado, ela ameaçou levantar e ir para o quarto reservado á ela, mas segurei em sua mão olhando-a com um olhar pidonho, que dizia que á queria ali, ao meu lado, ela se deitou comigo, deitei minha cabeça em seu braço e assim dormimos, até umas 14h.
Acordei com seus braços me rodeando e uma de suas mãos sobre minha barriga, “Deus, como sonhei com isso tudo, e agora aqui estou eu, sem saber nem o que fazer. Vou levantar e preparar algo para comermos!"
Ao sair da cama peguei uma roupa e fui tomar banho, terminei e ela ainda não havia acordado, por um tempo fiquei contemplando toda aquela beleza deitada em minha cama. Fui para a cozinha preparar algo para comermos, sabia que em pouco tempo ela acordaria e provavelmente com fome.
Fiz um suco e coloquei algumas coisas na mesa para comermos, enquanto ela não acordava, fiz o que já me era de costume, pegar um suco e ir pra sacada, lá fiquei pensando em tudo que havia acontecido, no abraço, no fato de dormirmos juntas, as coisas inusitadas que aconteceram, como o comportamento estranho de Alexandra, a repentina aproximação dela, seus carinhos, seus olhares, o jeito que me tratou antes de deitarmos, era tudo novo para mim, bom mas assustador, não tinha segurança de nada, não sabia até quando aquilo ia durar, se ela acordaria e me trataria como ontem de noite ou como sempre me tratava na loja, ela, naquele momento, me era uma incógnita.
Fui tirada de meus pensamentos por uma voz rouca e gostosa dizendo um bom dia preguiçoso, aquela mulher era definitivamente encantadora, e estava ali, na minha frente, parecia uma criança com o cabelo um pouco bagunçado, o rosto de quem acabou de acordar mas está morrendo de preguiça, parecia uma criança com aquele camisetão que eu havia lhe emprestado, porém o corpo bem delineado e as pernas malhadas a mostra me lembravam que aquela era a mulher pela qual eu sempre fui apaixonada.
Flá: Bom dia! Fiz o café para nós. Vem!
Fomos para a cozinha e chegando lá nos servimos, pairou sobre nós um silêncio incômodo, constrangedor, talvez ela estivesse arrependida do seu comportamento e eu tinha medo de confirmar esta suspeita.
Terminamos nosso café, comecei a colocar a louça na máquina, ela me ajudava, mas até então nenhuma palavra que não fosse aquele simples “bom dia”.
Terminamos de arrumar as coisas, ela foi se trocar e eu fiquei deitada no sofá de olhos fechados, pensando no que aconteceria agora.
Alex: Você está bem?
Flá: Oi, sim estou, só um pouco cansada – falei abrindo meus olhos vagarosamente e olhando para ela que já se aproximava para se sentar perto de mim –
Alex: Imagino...
Flá: Alex... Quanto ao que aconteceu ontem.... – alguém precisava começar aquela conversa, se ela não começava, começo eu –
Alex: Por favor Flá, deixa eu te falar uma coisa primeiro...
Percebi que ela estava meio receosa de falar, fosse o que fosse eu estava tensa com o que viria pela frente.
Alex: Flaviany, talvez você tenha percebido, talvez não por eu ter conseguido ser sempre bem... fria, em relação a você, mas desde aquele dia, a primeira vez que te vi naquela loja, minha única vontade era ficar com você, te evitei durante muito tempo, todas as vezes que você ia na loja eu me distanciava, ficava fria contigo, tudo para você nunca perceber que eu gosto de ti, na verdade existem dois motivos para eu não ter lutado por ti, o primeiro porque eu não aceitava o fato de que tinha me apaixonado por uma mulher e o segundo é que como sabe, sou casada e tenho dois filhos, minha vida sempre foi muito normal, se é que me entende, nasci no interior, vim pra cá para estudar, conheci o meu marido, namoramos, me casei com ele há cinco anos e hoje tenho dois filhos de 3 anos e uma vida profissional de dar inveja em muita gente. No entanto, eu sinto, sei que falta alguma coisa, uma coisa que eu pensei sentir pelo Tiago, mas que com o tempo foi esfriando, ele se tornou apenas o meu marido e o pai dos meus filhos, nada mais e eu não quero passar o resto da minha vida infeliz por não ter lutado pela minha felicidade, a minha carreira eu sei que não vai por água á baixo caso eu faça o que eu quero, e meus filhos, bom, vão continuar sendo meus filhos é só uma questão conversar com eles, sei que não estão felizes com a vida que estamos levando, passam muito tempo longe de mim, meu marido nem fica em casa direito, tá tudo um inferno, mas eu faço de tudo para mantê-los do meu lado e dar de tudo a eles. Mas eu sinto que se quero ser mais feliz e transmitir toda essa alegria a eles eu tenho que começar batalhando pelo que eu quero, eles entendem que a mãe deles não está feliz como está.
Flá: Alex... – Ela não me deixou continuar, percebi que estava um tanto quanto emocionada -
Alex: Por favor Flá... Se não perco a coragem (rsrs)... Meu marido e eu estamos nos separando, e vendo qual a melhor maneira para que os meninos não sintam tanto pela separação, eles são espertos, sei que vai ser difícil, mas também sei que vão entender com o tempo. Com toda essa parte “resolvida” comecei a repensar no que andava fazendo, ignorando uma pessoa que meu coração dizia que gostava mas, minha mente insistia em impedir-me de gostar. Pensei que com o tempo eu pudesse te esquecer, que fosse coisa de momento, que fosse curiosidade apenas, mas isso não passou e hoje eu tenho certeza que nunca vai passar.
Neste momento ela se levantou e foi para a janela, mas antes vi uma lágrima teimosa escorrer por sua face.
Alex: Eu... Eu não sei mais o que fazer, eu me acostumei a ser quem sou, me adaptei com as coisas simples, nunca me imaginei amando uma mulher, e quando te vi pela primeira vez naquela loja, logo que entrei, foi...foi como se... eu precisasse de você, precisasse do seu abraço ou que você pelo menos me olhasse, me apaixonei por esse sorriso de muléca, esse olhar que nos despe até a alma, esse jeitinho meigo, alegre, sério, brincalhona, me acostumei a sua presença, mas você nunca nem tinha me reparado... Até aquela festa. Hoje eu estou aqui, na tua casa, na casa da mulher que eu amo, que está grávida, que dormiu do meu lado hoje, no entanto, eu... eu tenho medo...
Á este ponto ela já chorava copiosamente, me levantei e fui até ela, ela me olhou nos olhos e pude ver o medo e a insegurança estampados nos olhos dela, mas também pude ver o amor naqueles olhos que me atormentaram por meses. Abracei-a fortemente, e a levei colada ao meu corpo até o sofá, lá sentamos, ela ficou abraçada a mim, e eu nada disse até que seu pranto se acalmasse.
Eu sorria, boba, feliz, não gostava de vê-la naquele estado, me doía vê-la chorar, mas ela havia acabado de dizer que me ama, eu faria de tudo pra fazer essa mulher feliz ao meu lado.
Ficamos uns 15 minutos abraçadas, Alex já estava mais calma, não chorava mais, apenas mantinha-se deitada, com a cabeça apoiada em minhas pernas, eu acariciava seu cabelo suavemente, pensei em tudo que ela havia dito ali há instantes atrás. Estava na hora de tomar uma decisão, e eu já sabia o que queria.
Flá: Alex... eu não sei bem o que te dizer... Posso estar sendo egoísta, mas estou feliz pelo que você me disse, não pela situação em que se encontra de fato, mas por que agora sei que não amo sozinha. Eu sempre te amei, desde a primeira vez que te vi, antes mesmo de você entrar na loja. Você não sabe, mas sou eu quem seleciona quem entra naquela loja, a Sam nunca teve paciência para isso, quando vi aquele currículo, fiquei surpresa, como uma pessoa tão nova podia ter tão boas indicações, quando vi a foto no computador, depois da sua entrevista, me apaixonei, foi simples assim, mas você nunca nem olhava para mim. Depois fiquei sabendo que era casada, tem dois filhos e resolvi simplesmente deixar de pensar que algo poderia acontecer entre nós, comecei a namorar, o que não durou nem dois meses, afinal não sou do tipo que namora uma pessoa pensando em outra, e eu só tinha olhos, pensamento e sentimentos por você. Muita coisa aconteceu este ano e eu me afastei de tudo e de todos, até mesmo da Sam, não suportava mais ir à loja e ver você me tratando tão fria, não queria mais vê-la por que de certa forma machucava pensar que a pessoa que eu amo tinha outra pessoa que a fazia feliz. Sam começou a vir aqui, mas eu estava extremamente desanimada de tudo. Os meninos tentaram me animar, mas só passei a me animar um pouquinho que seja de uns dois meses pra cá.
Fiz um suco e coloquei algumas coisas na mesa para comermos, enquanto ela não acordava, fiz o que já me era de costume, pegar um suco e ir pra sacada, lá fiquei pensando em tudo que havia acontecido, no abraço, no fato de dormirmos juntas, as coisas inusitadas que aconteceram, como o comportamento estranho de Alexandra, a repentina aproximação dela, seus carinhos, seus olhares, o jeito que me tratou antes de deitarmos, era tudo novo para mim, bom mas assustador, não tinha segurança de nada, não sabia até quando aquilo ia durar, se ela acordaria e me trataria como ontem de noite ou como sempre me tratava na loja, ela, naquele momento, me era uma incógnita.
Fui tirada de meus pensamentos por uma voz rouca e gostosa dizendo um bom dia preguiçoso, aquela mulher era definitivamente encantadora, e estava ali, na minha frente, parecia uma criança com o cabelo um pouco bagunçado, o rosto de quem acabou de acordar mas está morrendo de preguiça, parecia uma criança com aquele camisetão que eu havia lhe emprestado, porém o corpo bem delineado e as pernas malhadas a mostra me lembravam que aquela era a mulher pela qual eu sempre fui apaixonada.
Flá: Bom dia! Fiz o café para nós. Vem!
Fomos para a cozinha e chegando lá nos servimos, pairou sobre nós um silêncio incômodo, constrangedor, talvez ela estivesse arrependida do seu comportamento e eu tinha medo de confirmar esta suspeita.
Terminamos nosso café, comecei a colocar a louça na máquina, ela me ajudava, mas até então nenhuma palavra que não fosse aquele simples “bom dia”.
Terminamos de arrumar as coisas, ela foi se trocar e eu fiquei deitada no sofá de olhos fechados, pensando no que aconteceria agora.
Alex: Você está bem?
Flá: Oi, sim estou, só um pouco cansada – falei abrindo meus olhos vagarosamente e olhando para ela que já se aproximava para se sentar perto de mim –
Alex: Imagino...
Flá: Alex... Quanto ao que aconteceu ontem.... – alguém precisava começar aquela conversa, se ela não começava, começo eu –
Alex: Por favor Flá, deixa eu te falar uma coisa primeiro...
Percebi que ela estava meio receosa de falar, fosse o que fosse eu estava tensa com o que viria pela frente.
Alex: Flaviany, talvez você tenha percebido, talvez não por eu ter conseguido ser sempre bem... fria, em relação a você, mas desde aquele dia, a primeira vez que te vi naquela loja, minha única vontade era ficar com você, te evitei durante muito tempo, todas as vezes que você ia na loja eu me distanciava, ficava fria contigo, tudo para você nunca perceber que eu gosto de ti, na verdade existem dois motivos para eu não ter lutado por ti, o primeiro porque eu não aceitava o fato de que tinha me apaixonado por uma mulher e o segundo é que como sabe, sou casada e tenho dois filhos, minha vida sempre foi muito normal, se é que me entende, nasci no interior, vim pra cá para estudar, conheci o meu marido, namoramos, me casei com ele há cinco anos e hoje tenho dois filhos de 3 anos e uma vida profissional de dar inveja em muita gente. No entanto, eu sinto, sei que falta alguma coisa, uma coisa que eu pensei sentir pelo Tiago, mas que com o tempo foi esfriando, ele se tornou apenas o meu marido e o pai dos meus filhos, nada mais e eu não quero passar o resto da minha vida infeliz por não ter lutado pela minha felicidade, a minha carreira eu sei que não vai por água á baixo caso eu faça o que eu quero, e meus filhos, bom, vão continuar sendo meus filhos é só uma questão conversar com eles, sei que não estão felizes com a vida que estamos levando, passam muito tempo longe de mim, meu marido nem fica em casa direito, tá tudo um inferno, mas eu faço de tudo para mantê-los do meu lado e dar de tudo a eles. Mas eu sinto que se quero ser mais feliz e transmitir toda essa alegria a eles eu tenho que começar batalhando pelo que eu quero, eles entendem que a mãe deles não está feliz como está.
Flá: Alex... – Ela não me deixou continuar, percebi que estava um tanto quanto emocionada -
Alex: Por favor Flá... Se não perco a coragem (rsrs)... Meu marido e eu estamos nos separando, e vendo qual a melhor maneira para que os meninos não sintam tanto pela separação, eles são espertos, sei que vai ser difícil, mas também sei que vão entender com o tempo. Com toda essa parte “resolvida” comecei a repensar no que andava fazendo, ignorando uma pessoa que meu coração dizia que gostava mas, minha mente insistia em impedir-me de gostar. Pensei que com o tempo eu pudesse te esquecer, que fosse coisa de momento, que fosse curiosidade apenas, mas isso não passou e hoje eu tenho certeza que nunca vai passar.
Neste momento ela se levantou e foi para a janela, mas antes vi uma lágrima teimosa escorrer por sua face.
Alex: Eu... Eu não sei mais o que fazer, eu me acostumei a ser quem sou, me adaptei com as coisas simples, nunca me imaginei amando uma mulher, e quando te vi pela primeira vez naquela loja, logo que entrei, foi...foi como se... eu precisasse de você, precisasse do seu abraço ou que você pelo menos me olhasse, me apaixonei por esse sorriso de muléca, esse olhar que nos despe até a alma, esse jeitinho meigo, alegre, sério, brincalhona, me acostumei a sua presença, mas você nunca nem tinha me reparado... Até aquela festa. Hoje eu estou aqui, na tua casa, na casa da mulher que eu amo, que está grávida, que dormiu do meu lado hoje, no entanto, eu... eu tenho medo...
Á este ponto ela já chorava copiosamente, me levantei e fui até ela, ela me olhou nos olhos e pude ver o medo e a insegurança estampados nos olhos dela, mas também pude ver o amor naqueles olhos que me atormentaram por meses. Abracei-a fortemente, e a levei colada ao meu corpo até o sofá, lá sentamos, ela ficou abraçada a mim, e eu nada disse até que seu pranto se acalmasse.
Eu sorria, boba, feliz, não gostava de vê-la naquele estado, me doía vê-la chorar, mas ela havia acabado de dizer que me ama, eu faria de tudo pra fazer essa mulher feliz ao meu lado.
Ficamos uns 15 minutos abraçadas, Alex já estava mais calma, não chorava mais, apenas mantinha-se deitada, com a cabeça apoiada em minhas pernas, eu acariciava seu cabelo suavemente, pensei em tudo que ela havia dito ali há instantes atrás. Estava na hora de tomar uma decisão, e eu já sabia o que queria.
Flá: Alex... eu não sei bem o que te dizer... Posso estar sendo egoísta, mas estou feliz pelo que você me disse, não pela situação em que se encontra de fato, mas por que agora sei que não amo sozinha. Eu sempre te amei, desde a primeira vez que te vi, antes mesmo de você entrar na loja. Você não sabe, mas sou eu quem seleciona quem entra naquela loja, a Sam nunca teve paciência para isso, quando vi aquele currículo, fiquei surpresa, como uma pessoa tão nova podia ter tão boas indicações, quando vi a foto no computador, depois da sua entrevista, me apaixonei, foi simples assim, mas você nunca nem olhava para mim. Depois fiquei sabendo que era casada, tem dois filhos e resolvi simplesmente deixar de pensar que algo poderia acontecer entre nós, comecei a namorar, o que não durou nem dois meses, afinal não sou do tipo que namora uma pessoa pensando em outra, e eu só tinha olhos, pensamento e sentimentos por você. Muita coisa aconteceu este ano e eu me afastei de tudo e de todos, até mesmo da Sam, não suportava mais ir à loja e ver você me tratando tão fria, não queria mais vê-la por que de certa forma machucava pensar que a pessoa que eu amo tinha outra pessoa que a fazia feliz. Sam começou a vir aqui, mas eu estava extremamente desanimada de tudo. Os meninos tentaram me animar, mas só passei a me animar um pouquinho que seja de uns dois meses pra cá.
Eu chorava, só de lembrar tudo que tinha passado desde uns 3 meses antes de descobrir essa gravidez. Já não conseguia mais falar nada, chorava por tudo, pelo tempo longe dela, pela frieza que me tratou por tantas vezes, pela maldita festa na qual eu havia ficado grávida e chorava por estar super cansada de tudo aquilo.
Desta vez foi ela quem me “consolou”, me abraçava, beijava-me o alto da cabeça e dizia-me que ficaria tudo bem, que ela estaria do meu lado, pedia-me desculpa por tudo.
Nunca havia me permitido falar á ninguém tudo que se passava comigo, menos ainda chorar na frente de alguém, quem diria com Alexandra, era tudo inusitado e tão bom.
Quase 10 minutos depois, olhei para seu rosto, molhado de lágrimas, assim como o meu, vi em seus olhos todo o amor que nunca tinha visto naqueles olhinhos tão azuis, pousei minha mão em seu rosto, acariciando levemente aquela pele tão delicada, nossos lábios foram se aproximando vagarosamente, tocaram-se numa carícia suave, que foi logo se tornando exigente, faminta, sua mão acariciava-me a nuca, estava tudo perfeito, se não fosse alguém se manifestar na minha barriga, dando-me uns belos de uns chutes, parece até que entende neh, paramos de nos beijar e acabamos por dar risada da situação, sim, meu lindo bebê estava com ciúme, afinal de contas só eu tinha recebido atenção até agora. Estávamos sentadas, Alex se ajoelhou na minha frente, beijou minha barriga e depois acariciando-a pude escutar ela dizendo: “Eu vou cuidar de você pequenina, farei de tudo para fazê-las felizes”, deu mais um beijo na minha barriga e olhou-me com um sorriso feliz, não pude segurar uma lágrima que desceu de meus olhos parando em meus lábios, mas esta era de mais pura felicidade.
Quase um mês depois estávamos “super juntas”, por vezes saímos ela, Gustavo e Pablo (seus filho) e eu, íamos ao cinema no fim de semana, almoçamos algumas vezes em casa, eu adorava os meninos e eles aparentemente também já aviam se apegado á mim, uma vez, Pablo o mais quietinho, disse-me uma coisa séria até, mas engraçada por ser uma criança de apenas 4 anos me dizendo aquilo.
Foi numa tarde de chuva, em que os meninos estavam em casa, estávamos deitados na minha cama, assistindo mais um filme, Gustavo havia dormido, mas Pablo mantinha-se assistindo o filme.
Pablo: Tia Flá!
Flá: Oi meu anjinho!?
Pablo: O que vai acontecer depois que a anjinha nascer?
Flá: Como assim meu amor (?), nós viremos pra casa, eu cuidarei da anjinha e de vocês, assim como a mamãe de vocês.
Pablo: Hum...
Foi numa tarde de chuva, em que os meninos estavam em casa, estávamos deitados na minha cama, assistindo mais um filme, Gustavo havia dormido, mas Pablo mantinha-se assistindo o filme.
Pablo: Tia Flá!
Flá: Oi meu anjinho!?
Pablo: O que vai acontecer depois que a anjinha nascer?
Flá: Como assim meu amor (?), nós viremos pra casa, eu cuidarei da anjinha e de vocês, assim como a mamãe de vocês.
Pablo: Hum...
A partir daí ele ficou pensativo, quieto, percebi que algo o incomodava, só não sabia o que.
Flá: Por que meu amor? Algum problema?
Pablo: Você vai amar mais a anjinha do que nós! – El disse baixinho, quase não pude ouvir –
Flá: Não meu amor, eu vou amá-los igualmente, você são meus anjinhos lembra? Vou sempre amá-los, ninguém pode mudar isso ok?
Pablo: Hum... E a mamãe, ela também é anjinha?
Flá: Por que meu amor? Algum problema?
Pablo: Você vai amar mais a anjinha do que nós! – El disse baixinho, quase não pude ouvir –
Flá: Não meu amor, eu vou amá-los igualmente, você são meus anjinhos lembra? Vou sempre amá-los, ninguém pode mudar isso ok?
Pablo: Hum... E a mamãe, ela também é anjinha?
Tive de me segurar para não rir da pergunta, afinal, eles não eram bobos nem nada, só não tinham noção suficiente do que acontecia, e no final das contas Alexandra também era minha anjinha, não dessa maneira tão “celestial”, mas era. Descobri nesse mês, que por trás daquela mulher séria da loja, existe uma criança, uma linda mulher, uma mãe maravilhosa, dedicada, carinhosa, zelosa, e uma namorada extremamente amorosa, sedutora, engraçada, chorona, forte. Eu passei a amar aquela mulher e os meninos de uma maneira absurda, foi tudo muito rápido, de repente eu já estávamos praticamente morando todos juntos, conhecia até Alberto, o pai deles e ex-marido de Alex, ele foi simpático, não era lá muito bem humorado, mas foi educado, sacou na hora o que se passava entre eu e Alex, não impôs qualquer barreira, apenas falou para darmos uma boa educação aos meninos e cuidar bem deles, de um em um mês ele ia pegar os meninos em casa para passearem só eles. Enquanto divagava sobre tudo que acontecia, Pablo já havia retornado sua atenção a TV.
Flá: Querido...
Pablo: Oi tia!
Flá: Senta aqui perto da tia, sim! – ele se aproximou e sentou no meu colo...rs –
Pablo: Que foi tia? – disse ele mexendo no meu cabelo –
Flá: Meu amor, sobre o que você me perguntou, se eu amaria a sua mamãe como um de vocês. Na verdade, eu amo mesmo a mãe de vocês, ela é uma mulher maravilhosa, uma mãe espetacular, e eu vou sempre amá-la. Mas existe uma diferença entre o amor que tenho por vocês e pela anjinha e o que tenho pela mamãe de vocês. Você e teu irmão talvez sejam muito novos para entender isso, mas eu vou sempre amar a mãe de vocês e cuidar de nós 5, não importa o que aconteça.
Pablo: Eu sei tia, tem uma menininha lá na escola que tem três mães e um pai, por que a mamãe dela de verdade separou do pai dela, que nem a minha mamãe e casou com outra mulher por que elas se amam. Você e a mamãe também casaram? A anjinha é filha de vocês duas? E eu e o Gu, a gente pode te chamar de mãe também?
Alex: Meu Deus, quanta pergunta esse meu filhote faz, assim vai deixar a tia Flá lelé da cuca!
Flá: Querido...
Pablo: Oi tia!
Flá: Senta aqui perto da tia, sim! – ele se aproximou e sentou no meu colo...rs –
Pablo: Que foi tia? – disse ele mexendo no meu cabelo –
Flá: Meu amor, sobre o que você me perguntou, se eu amaria a sua mamãe como um de vocês. Na verdade, eu amo mesmo a mãe de vocês, ela é uma mulher maravilhosa, uma mãe espetacular, e eu vou sempre amá-la. Mas existe uma diferença entre o amor que tenho por vocês e pela anjinha e o que tenho pela mamãe de vocês. Você e teu irmão talvez sejam muito novos para entender isso, mas eu vou sempre amar a mãe de vocês e cuidar de nós 5, não importa o que aconteça.
Pablo: Eu sei tia, tem uma menininha lá na escola que tem três mães e um pai, por que a mamãe dela de verdade separou do pai dela, que nem a minha mamãe e casou com outra mulher por que elas se amam. Você e a mamãe também casaram? A anjinha é filha de vocês duas? E eu e o Gu, a gente pode te chamar de mãe também?
Alex: Meu Deus, quanta pergunta esse meu filhote faz, assim vai deixar a tia Flá lelé da cuca!
Nossa, nem ouvi a porta sendo aberta, quando vi Pablo já estava correndo para os braços de Alexandra. Ela o segurou em seus braços, deu-lhe um beijo e veio em direção à cama, me deu um beijo no cantinho da boca.
Alex: Oi meu amor, tudo bem?
Flá: Tudo e você?
Alex: Melhor agora. E aí, esses pestinhas te cansaram muito?
Flá: que nada, com esse tempo, ficamos assistindo TV o dia todo...srsr
Alex: Bom, vou tomar um banho e já venho juntar-me a vocês!
Flá: Ok. Enquanto isso, vou fazer algo para comermos.
Alex: Nada disso, você vem comigo!! Depois pedimos algo para comer.
Flá: Ta neh, e eu sou loca de recusar um convite destes?!!
Pablo se distraia com a TV e nós fomos ao nosso rápido banho, ta, talvez não tão rápido.
Alex: Oi meu amor, tudo bem?
Flá: Tudo e você?
Alex: Melhor agora. E aí, esses pestinhas te cansaram muito?
Flá: que nada, com esse tempo, ficamos assistindo TV o dia todo...srsr
Alex: Bom, vou tomar um banho e já venho juntar-me a vocês!
Flá: Ok. Enquanto isso, vou fazer algo para comermos.
Alex: Nada disso, você vem comigo!! Depois pedimos algo para comer.
Flá: Ta neh, e eu sou loca de recusar um convite destes?!!
Pablo se distraia com a TV e nós fomos ao nosso rápido banho, ta, talvez não tão rápido.
Enchemos a banheira e nos acomodamos nela, confortavelmente, coversamos amenidades num clima despretensioso, carinhoso e divertido.
Eu havia me virado e recostava no seu abraço, enquanto ela acariciava minha barriga, falávamos num tom baixo, calmo.
Alex: E então, o que vocês conversavam quando cheguei?
Flá: Rs, o Pablo me perguntou se eu amo você como amo eles e a “anjinha”...
Alex: Ow... E o que você respondeu em mocinha?
Alex: Ow... E o que você respondeu em mocinha?
Flá: Falei que amo, diferente um pouco, mas que amo, que nunca vou deixar vocês, que quando eles crescerem mais vão entender e ele disse que entendia, que na escolinha dele tem uma menininha com 3 mães e um pai, perguntou se casamos, se anjinha é filha de nós duas e se pode me chamar de mãe.
Alex: Nossa... eu criei um monstrinho. – ela disse rindo –
Flá: Paara, não chama ele de monstrinho, só está curioso e preocupado...
Alex: Brincadeira meu amor, parei tá, não é monstrinho, é um anjinho muito curioso, só isso.
Flá: Sim, sim... Mas, estive pensando... bom... é que...
Alex: O que meu amor, pode falar...
Não sabia como dizer aquilo, mas queria que aquela nova vida que logo chegaria não fosse apenas a minha filha, queria dividir minha vida com aquela mulher que me abraçava e isso incluía ter aquela filha com ela, torná-la mãe da minha filha, ser uma segunda mãe para os meninos...
Flá: É que... Com o Pablo me perguntando tudo isso, eu pensei... Bem, vocês podiam se mudar para cá não é? Digo, você passam a semana toda aqui comigo e, bom... – fiquei de frente pra ela e tomei coragem - Na verdade, eu quero muito que vocês venham pra cá, quero muito dividir a minha vida com vocês, que vocês façam parte do meu dia-a-dia,quero poder acordar todo dia do teu lado, poder te ver dormir, te ajudar a cuidar dos meninos, poder contar com você pra cuidar dessa menininha que está vindo e quanto ao que o Pablo falou, não me importo que ele me chame de mãe, desde que a mãe deles também não e gostaria muito que a mãe deles fosse a mãe da minha filha e...
Eu falava descontroladamente, até que senti lábios macios tocando os meus, me calando, exigindo um beijo carinhoso e cheio de promessas, mas eu estava ansiosa, nervosa, até que senti um forte dor, como uma pontada próxima as costelas, o que me fez parar o beijo e respirar como se o ar no mundo fosse acabar, tá talvez seja exagero, mas realmente era difícil até de respirar. Ela me abraçou por traz e ficou fazendo uma espécie de massagem onde, provavelmente estava o pé ou o cotovelo da minha pequena.
Alex: Hey lindinha, vamos aliviar um pouquinho aqui pra mamãe vamos? Isso, vira um pouquinho, assim...
Ela ia falando, fazendo a “massagem” e a minha pequena ia se acomodando no meu ventre, de forma que não me causava tanto “incomodo”. Ela saio de trás de mim e passou pra minha frente, nos levantamos e saímos da banheira, houve uma hora em que ela me abraçou por trás e assim ficamos vendo nosso reflexo no espelho, nuas, com as suas mãos me enlaçando, até que ela me virou de frente pra ela, me deu um beijo delicado, se ajoelhou e disse de uma maneira que parecia que estava contando um segredo para a minha filha.
Alex: Sabe meu amor, sua mamãe acha que eu seria uma boa mãe pra você, que seriamos uma linda família, você, sua mãe, eu e então seus irmãos, o que você acha hem?
É como se ela entendesse, por que senti seus pequenos chutes no minha barriga, não foram como os das outras vezes, foi suave, diferente, eu já estava com os olhos banhados em lágrimas pela cena toda em si, por aquela mulher maravilhosa ajoelhada na minha frente.
Alex: Eu também acho lindinha, acho que você tem uma mamãe muito chorona – ela se levantou, e segurou minhas mãos – uns irmãos muito espertos e uma outra mamãe que te ama muito.
Ela secou minhas lágrimas, encostou sua testa na minha, me deu um beijo, um leva tocar de lábios e ficou me olhando nos olhos.
Flá: Tudo que eu mais quero meu amor, é ter você na minha vida, definitivamente, poder chamar essa princesinha de minha filha, e ver meus filhos te chamando de mãe, ter a nossa família.
E então ela me beijou, esse beijo era diferente de todos os outros, trazia a promessa de um futuro bom na nossa família, sim agora éramos de fato uma família e faríamos de tudo para que ela fosse eterna, para que o amor entre nós nunca se acabasse, por que é disse que vive uma família de verdade, amor, respeito, carinho, compreensão e nós tínhamos todos aqueles ingredientes entre nós, éramos uma família de verdade, ainda que alguns olhassem torto, não nos importava, tínhamos a quem correr quando necessário, quem nos defendesse, não precisávamos nos esconder em fachadas de família “convencional” para agradar a sociedade, queríamos apenas ser felizes e ali, entre aquelas pessoas, a mulher e os filhos que amo incondicionalmente eu podia ser feliz e nossa filha também seria.
Onde para alguns é o fim, para outros é apenas o começo.
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