Os dias se vão e tudo que vejo, é
que eles passam lentamente,
Zombando de quem tem um amor,
Uma espécie de tortura para quem
sente falta de algo, ou alguém
Como eu sinto a sua.
Sempre fui de extremos, de viver
tudo que tenho que viver,
Independente de dificuldades, das
possibilidades de não dar certo,
Dependente apenas da minha
vontade e da vontade de outrem.
E por isso, me entrego assim, de
bandeja para você.
Entrego-me com a vontade de ser
consumida por inteiro,
De ser tragada até a última partícula,
para perto de ti.
Me entrego com a vontade de consumir por igual,
Me entrego com a vontade de consumir por igual,
De dar e receber, e como já dizia
a música:
“Se amanhã não for nada disso,
Caberá só a mim esquecer.”
“Se amanhã não for nada disso,
Caberá só a mim esquecer.”
Não te assuste se te olho
fixamente,
Se te encho de atenção,
Ou se te desejo em demasia,
Ou se te desejo em demasia,
É só a minha necessidade de te
sentir perto,
De dizer “eu te amo”.
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