11 de outubro de 2012

Ínfimo Momento

As sardas salpicavam aquele rosto alvo,
Os olhos eram verdadeiras pedras raras,
Verdes com um brilho límpido como um rio,
Eram como uma nascente de amores.

Ela talvez fosse um anjo,
Com seus cabelos ao vento,
Verdadeiros fios de ouro,
Leves e perfumados.

Os lábios haviam de ter sido feitos a mão,
Pareciam doces, quentes
Lábios rosados,
Abrigavam o sorriso de uma fada.

Fada ou anjo,
Ela havia roubado-me o coração,
Por uma fração de segundos,
Eu era dela, apenas dela.

Como magia ela se foi,
Mas deixou ali o seu perfume,
O seu olhar perdido na multidão,
O seu toque quente e macio.

Ela não me pertencia,
Se quer pertencia a qualquer pessoa,
Fada ou anjo,
Ela era parte de um sonho bom.