As sardas salpicavam
aquele rosto alvo,
Os olhos eram
verdadeiras pedras raras,
Verdes com um brilho
límpido como um rio,
Eram como uma
nascente de amores.
Ela talvez fosse um
anjo,
Com seus cabelos ao
vento,
Verdadeiros fios de
ouro,
Os lábios haviam de
ter sido feitos a mão,
Pareciam doces,
quentes
Lábios rosados,
Abrigavam o sorriso
de uma fada.
Fada ou anjo,
Ela havia roubado-me
o coração,
Por uma fração de
segundos,
Eu era dela, apenas
dela.
Como magia ela se
foi,
Mas deixou ali o seu
perfume,
O seu olhar perdido
na multidão,
O seu toque quente e
macio.
Ela não me
pertencia,
Se quer pertencia a
qualquer pessoa,
Fada ou anjo,
Ela era parte de um sonho bom.
