29 de setembro de 2015

Quase eu

Em meio ao limbo no que me encontro é quase possível sentir os ossos a ranger, o coração não mais bate, os olhos não brilham, não têm por quê de brilhar -se, os pensamentos são os cadeados que mantém-me nesse caminho tortuoso, a saudade é o espinho a perfurar-me o que me resta da carne, talvez o coração seja o que de mais vívido ainda me resta mas ele tem batido numa cadência lenta, quase sinto o amor esvaindo-se por entre o que me sobrou de mim, quase sinto.... Quase sinto o amor, a dor, a calma, o desespero, quase sinto a vida e meu limbo pessoal é quase sentir-me inteira sem o ser.

Nenhum comentário: